03 Nov 2017

Bastonário fala do processo de acreditação na UniPiaget


O Bastonário da OrdEM participou recentemente das jornadas científicas da Universidade Jean Piaget (Unipiaget), evento para o qual foi convidado para se debruçar acerca do processo de acreditação dos cursos de engenharia nas Institiuições de Ensino Superior (IES) no país.

No evento, o Ibraimo Remane falou dos passos que estão a ser dados com vista a acreditação dos cursos. Referiu-se à criação de uma Comissão de trabalho para liderar o processo e possíveis saídas que estão a ser desenhadas para se ultrapassar a situação.

Explicou, por exemplo, que para a acreditação dos cursos, tem-se em conta o (i) Plano de estudos e processos de avaliação, apoio aos estudantes; (ii) Corpo docente a tempo inteiro e parcial bem como qualificação académica; (iii) Número de livros nas Bibliotecas e Laboratórios com destaque a qualidade; (iv) Disponibilidade de computadores para os estudantes e acesso a internet e outras instalações; (v) Orçamentos de investimento e funcionamento e Pessoal técnico e administrativo; (vi) Convênios com outras Instituições de Ensino Superior nacionais, regionais e internacionais; (vii) Envolvimento com a comunidade científica internacional e com o sector empresarial e com a comunidade; Segundo afirmou, essas informações foram solicitadas pela OrdEM aos IES, mas apenas três de designaram a responder fornecendo no entanto, informações de muita pouca qualidade.

Uma saída simplista para esse processo seria aceitar a inscrição de qualquer licenciado num curso de engenharia de qualquer Universidade reconhecida pelas entidades competentes desde que tenha duração mínima de 4 anos. Contudo, com essa saída a OrdEM estaria a facilitar o processo de ponto de vista meramente administrativo, mas não estaria a garantir que os exercem a engenharia têm as qualidades mínimas para o efeito com todos inconvenientes dai resultantes.

Nesse sentido, uma das perspectivas é, quanto aos cursos não acreditados pelo CNAQ, a OrdEM possa desenvolver um processo simplificado de acreditação com base na informação detalhada a ser fornecida pelas IES; organizar visitas às IES para confirmação e validação da informação recebida pelas IES; a CNAQ ou outra entidade relevante estaria a par do processo para se evitar possíveis mal-entendidos que poderiam comprometer o processo e após a conclusão deste processo os graduados dos cursos “acreditados” pela OrdEM poderiam inscrever-se na OrdEM como membros estagiários.

Em relação aos graduados dos cursos não acreditados, a OrdEM reconhece que rejeitá-los não seria a melhor solução, pois trata-se de estudantes que inscreveram-se nas universidades inocentemente sem saber da dimensão do problema e outros que no seu local de residência (distrito, província ou região) não havia outras alternativas. Nisso, umas das alternativas apontadas é analisar a possibilidade de se candidatarem a um exame a ser preparado pela OrdEM depois de estarem a trabalhar pelo menos um ano numa empresa tendo como patrono um membro efectivo da OrdEM e este teria como função garantir que o graduado revelou as capacidades necessárias para exercer a engenharia.

No entanto, importa ressalvar que todas estas alternativas ainda estão a ser discutidas de modo a se encontrar o melhor caminho.